sábado, 7 de abril de 2012

Paraíso

Ela gastou muito da vida
rodopiando em catavento de flores
mais ou menos todas tinham espinhos
veneno que a adormecia

E ela cobrou demais da brisa
enquanto balançava cima e abaixo
numa brincadeira inversa
de tráfego das idéias comuns

Mas ela não se importava
jogava amarelinha de dois pés
caminhava saltitando
com olhos fechados
e o coração aberto
ela criou seu paraíso

Em particular ela foi julgada
por juízes de manto negro
Mas em plateias
eles se vestiam de branco
com rostos amigáveis
sorriam e tudo

Então ela pagou o destino
com uns trocados
bolas de goma
e magoas guardadas
mas sorriu desde o começo
ela já tinha inventado seu paraíso

Nenhum comentário:

Postar um comentário