domingo, 15 de abril de 2012

Descrença

Ao sol de pedra que não brilha
Assentados em tronos de nós
da vergonha alheia e a minha
nem incomodo
 nem nada seus nódulos

As nuvens ocas e vazias
apodreceram pelo tempo 
Não o divino
mas o mortal
Negras agora preparam pra desabar 

E o brilho dos homens ?
agora nada refletem
talvez dor
mas ainda vagamos 
e vagamos

Se o nosso coração bate
por que morremos
Se o nossos olhos vêem
por que se perdem 
Se o nosso corpo se move
por que não dança 

Nossos pedaços dilacerados e espalhados
mundo afora jazem psicopaticamente alegres
Onde está a nossa esperança agora ?

Se no fim haverá uma luz
devermos prossegir 
ou descansar no meio do caminho 
tomado pelo veneno da descrença

Não cabe aos demônios nos ceifar
nem aos iguais aos Deuses tampouco
Ao e se por fim vencermos
Decidiremos a hora de largar o mundo

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