Ao sol de pedra que não brilha
Assentados em tronos de nós
da vergonha alheia e a minha
nem incomodo
nem nada seus nódulos
As nuvens ocas e vazias
apodreceram pelo tempo
Não o divino
mas o mortal
Negras agora preparam pra desabar
E o brilho dos homens ?
agora nada refletem
talvez dor
mas ainda vagamos
e vagamos
Se o nosso coração bate
por que morremos
Se o nossos olhos vêem
por que se perdem
Se o nosso corpo se move
por que não dança
Nossos pedaços dilacerados e espalhados
mundo afora jazem psicopaticamente alegres
Onde está a nossa esperança agora ?
Se no fim haverá uma luz
devermos prossegir
ou descansar no meio do caminho
tomado pelo veneno da descrença
Não cabe aos demônios nos ceifar
nem aos iguais aos Deuses tampouco
Ao e se por fim vencermos
Decidiremos a hora de largar o mundo
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